Sábado, 26 de Setembro de 2020

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Sexta-Feira, 11 de Setembro de 2020 06:51

MPE pede a internação de garota que atirou em Isabele

O promotor de Justiça da Infância e Juventude Rogério Bravin pediu a internação da adolescente B. de O.C., de 14 anos, que atirou e matou Isabele Guimarães, em 12 de julho, endossando solicitação feita pela Polícia Civil, ao concluir o inquérito na semana passada. Agora, cabe à juíza Cristiane Padim da Silva analisar e decidir se acata ou não o pedido.

O  promotor denunciou a garota, nesta quarta (9), por ato infracional análogo à crime hediondo, após a polícia concluir que B. atirou na amiga e assumiu a intenção de matar. O caso segue sob segredo de Justiça. Ela nega e afirma ter sido um disparo involuntário e sua defesa chegou a pedir clemência o que não foi acatado pelo MPE até o momento. Já o namorado de B., G.C.daC. foi denunciado por ato infracional compatível ao porte ilegal de arma de fogo.

Ao concluir o inquérito, após análises de depoimentos, imagens e 12 perícias, a Polícia Civil chegou à conclusão de que a garota ficou por 1 minutos e 18 segundos com Isabele dentro do banheiro. O disparo foi frontal e a uma altura de 1m 44 cm. 

A investigação foi conduzida pelas delegacias especializadas do Adolescente (DEA) e de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica). "A adolescente era treinada, capacitada, então, no mínimo, ao manusear a arma dentro do banheiro com a amiga ela assumiu o risco de gerar a morte da adolescente", disse o delegado Wagner Bassi, titular da DEA após a conclusão do inquérito.

Segundo a polícia, o namorado da atiradora deixou a arma alimentada, com cartucho, mas sem bala na câmara, quando saiu às 21h59, antes de Isabele ser morta, menos de dois minutos depois. O delegado Wagner Bassi revelou que desse momento em diante foram só 36 segundos até a amiga de Isabele pegar o case onde estava a arma do crime e subir as escadas da residência até seu próprio quarto, local do homicídio.

Ainda de acordo com as autoridades policiais, a adolescente deixou a maleta sobre o móvel e pegou uma das armas. Logo após, foi até o banheiro onde Isabele estava. A vítima estaria fumando cigarro eletrônico. As duas ficaram 1min18s no banheiro. Nesse intervalo aconteceu o disparo.

É também nesse momento, segundo a investigação, que houve o carregamento da arma com o golpe no ferrolho (colocou a munição na câmara). O chamuscamento no rosto (tatuagem do disparo), identificado pela perícia técnica, mostrou a distância entre 20 e 30 cm para o disparo.

Conforme os peritos, a autora do crime estava de frente para a vítima. O tiro atingiu o nariz da menor e transfixou para a sua cabeça, ainda segundo o laudo. Conforme a descrição dos laudos, o impacto do disparo fez com que Isabele caísse de joelhos para frente e depois para trás no banheiro, ficando apenas com cabeça no box.

Em depoimento à polícia, a garota alegou que o disparo contra a amiga foi acidental e ocorreu quando tentou guardar o case da arma, deixado na residência pelo seu namorado, um rapaz de 16 anos. Porém, laudos da Politec colocaram em xeque a versão da adolescente, apontando que o disparo contra Isabele não ocorreu de maneira casual.

Outro lado

Procurada, a defesa de B., sob responsabilidade do advogado Arthur Osti, ressalta que ainda não teve conhecimento e, por isso, não vai se pronunciar no momento.

Fonte: RDNews

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