Sábado, 26 de Setembro de 2020

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Quinta-Feira, 27 de Agosto de 2020 06:56

Padre admite preconceito em fala; caso está com a Justiça de MT

A Polícia Civil concluiu o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) aberto para investigar a conduta do padre Ramiro José Parotto que comentou nas redes sociais que menina que a menina de 10 anos que ficou grávida após ter sido estuprada pelo tio no Espírito Santo teria "compactuado com o estupro".

O delegado responsável pelo caso, Pablo Carneiro, encaminhou o procedimento ao Juizado Especial Cível e Criminal de Alta Floresta para que seja apurada a conduta de suposta apologia ao crime. A Justiça não informou a data da audiência.

Segundo o delegado, em depoimento prestado nessa terça-feira (25), Ramiro admitiu ser o autor das postagens que estavam no perfil dele na rede social. “O pároco apontou que as postagens se deram no contexto de discussão e posicionamento sobre a questão do aborto, e reconheceu que acabou sendo desagradável e preconceituoso em relação as vítimas de abuso sexual”, contou.

A investigação contra o religioso começou depois que ele respondeu um comentário de uma mensagem compartilhada pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, que lamentou a interrupção da gravidez da menina.

Na publicação, diversas pessoas comentaram o post de Perotto, algumas criticando. Uma delas disse que "obrigar uma criança vítima de estupro a seguir com a gravidez era repugnante" e falou em hipocrisia.

Em resposta, ele disse que duvidava que uma criança abusada por vários anos deixaria de comentar o caso. "Aposto, minha cara. Ela compactuou com tudo e agora é menina inocente. Gosta de dar então assuma as consequências", escreveu.

Mais tarde, ele postou uma mensagem dizendo que iria sair do Facebook. "Você acredita que a menina é inocente? Acredita em Papai Noel também. Seis anos, por quatro anos, e não disse nada. Claro que estava gostando", afirmou no post antes de excluir a conta da rede social.

Em nota, o padre disse que assume a responsabilidade pelas postagens e que não quer condenar e nem julgar ninguém. Além da Polícia Civil, foi aberto outro procedimento de investigação no Ministério Público de Mato Grosso. Um ofício também foi encaminhado à igreja para que informe as providências administrativas de apuração da conduta do pároco.

Fonte: Folhamax

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